12 de janeiro de 2009

A cidade

Hoje, dia 12 de Janeiro de 2009, faço o percurso habitual que me leva à Universidade. Todos os dias passo por aquele local, sempre em grande azáfama. Hoje, porém, é ainda cedo, e por isso posso vaguear com mais calma, apreciando a cidade em pormenor.
Os primeiros raios de sol incidem sobre os prédios da Baixa portuense. A cidade começa a despertar sentindo-se já o fervilhar das actividades do dia-a-dia. Um vento fresco, mas agradável, faz agitar as árvores do Jardim da Cordoaria. Ao longe, a Torre dos Clérigos, um importante ex-libris da cidade.
Paro e observo tudo o que me rodeia. Tento captar tudo o que vejo, até o mais ínfimo detalhe, para que tudo permaneça na minha memória imutável com o passar dos tempos.
Contudo, apodera-se de mim uma sensação estranha, um misto de alegria e tristeza, de incompreensível saudade. Dou por mim a recordar alguns momentos que vivi em criança ali mesmo e de como a olhava com um enorme espanto e admiração, habituado que estava a viver longe da imparável vida citadina. Na altura era um mundo diferente e, por isso, era com verdadeira curiosidade que o descobria…
Hoje, conheço bem melhor a cidade, mas de certa forma ainda é assim que a vejo. Dá-me vontade de percorrer as suas ruas, de passear pela Ribeira, pela Foz, por Serralves, pelo Parque da Cidade... Recordo o Porto Sentido do Rui Veloso e apercebo-me que embora as palavras sejam diferentes, o sentimento é o mesmo...




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