Num dia quente de Verão, decidi fazer uma caminhada pela marginal de Vila do Conde onde habitualmente descanso. O sol ainda brilhava, embora com cada vez menos intensidade, à medida que ia descendo na abóbada celeste. Passado algum tempo, o sol escondeu-se e deu lugar à noite, à Lua e às estrelas.
O vazio. O silêncio, apenas quebrado pelo bater das ondas do mar e pelos lamentos das gaivotas que cruzavam os céus. A tranquilidade que outrora predominava na marginal, mas que tinha sido substituída pela imparável vida citadina. A maresia que o vento trazia, evocando em mim fragmentos de histórias há muito esquecidas, no tempo em que os Deuses habitavam a Terra, embelezando todos os recantos com a sua magia. A solidão, afinal tão negativa quanto pensava, o que é mau é o desespero, esse dilacera a alma. A saudade, da minha infância, do tempo em que era feliz, vivendo na ignorância de não conhecer nem a guerra, nem a tristeza, nem o sofrimento, todos os ideais de que o Homem tão orgulhosamente fala afinal submetidos a um mais persuasivo, o poder e o dinheiro...
O vento afasta-se e novamente o vazio, ele mesmo carregado de significações metafísicas tão importantes e tão profundas, que remontam à origem do Universo, mas que não consigo descobrir. O silêncio...
O vazio. O silêncio, apenas quebrado pelo bater das ondas do mar e pelos lamentos das gaivotas que cruzavam os céus. A tranquilidade que outrora predominava na marginal, mas que tinha sido substituída pela imparável vida citadina. A maresia que o vento trazia, evocando em mim fragmentos de histórias há muito esquecidas, no tempo em que os Deuses habitavam a Terra, embelezando todos os recantos com a sua magia. A solidão, afinal tão negativa quanto pensava, o que é mau é o desespero, esse dilacera a alma. A saudade, da minha infância, do tempo em que era feliz, vivendo na ignorância de não conhecer nem a guerra, nem a tristeza, nem o sofrimento, todos os ideais de que o Homem tão orgulhosamente fala afinal submetidos a um mais persuasivo, o poder e o dinheiro...
O vento afasta-se e novamente o vazio, ele mesmo carregado de significações metafísicas tão importantes e tão profundas, que remontam à origem do Universo, mas que não consigo descobrir. O silêncio...
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