Verbum volat, scriptum manet
"A palavra voa, a escrita permanece"
11 de novembro de 2011
Solidão
10 de novembro de 2011
O bravo soldado
longos meses sitiada,
resistia o valoroso soldado,
ignorando a retirada.
Exausto da peleja cruel,
que sabia demais o fel,
pelo descanso ansiava,
que só na lança o achava.
O momento por fim chegou,
seus olhos se fecharam,
e doce vitória alcançou,
sentiu os que o amaram.
Junto ao muro da cidade,
jaz agora o bravo soldado,
que lutara com tenacidade
mesmo estando isolado.
25 de outubro de 2011
Distanciamento
11 de janeiro de 2011
Caminho ao teu destino
meus últimos pensamentos
vão para ti, e minh'alma
sorri de estar perto da tua.
Teus delicados beijos são
como chuva no deserto,
teus sorrisos são a fonte
onde encontro felicidade.
Caminho ao teu destino...
6 de abril de 2010
Tragicomédia
Saibamos ao menos aproveitar o 1% que nos resta, com um sorriso nos lábios, não esquecendo porém que o final de uma tragicomédia é quase sempre, e como o nome indica, uma infame tragédia.
Um grão de areia
Nietsche tinha razão: "a esperança é o derradeiro mal; é o pior dos males, porquanto prolonga o tormento" e leva ao fragmentar da alma.
Viva! Exaltemos as virtudes de uma morte lenta e decadente! Exaltemos as injusticas, as desigualdades e as hipocrisias! Nada! E o que nos resta, o que somos: Nada! Um grão de areia na imensidão do deserto...
8 de novembro de 2009
Regresso ao blog
De regresso ao meu blog, reparo que já desde finais de Julho que não escrevo nada nele. Que estranho! Não é por nada ter de relevante para falar, bem pelo contrário, há motivos de sobra. Ao invés, tenho vivido mais nestes últimos tempos do que no resto da minha vida e, por isso, precisava de pôr as minhas coisas em ordem. Até chegar aqui, claro.
Eu percebo agora que dou os primeiros passos para sair da encruzilhada em que me encontrava. Por um lado, a minha baixa auto-estima que fez com que, durante muito tempo, me sentisse de certa forma inferior aos meus pares. Por outro, a frustração e a incerteza quanto ao facto de poder vir a amar alguém novamente.
Creio que estes sentimentos devem corresponder exactamente àqueles que muitos sentem e que levam a sérios problemas, tais como dependência do álcool, drogas ou mesmo suicídio. Porém, eu seria incapaz de pôr termo à minha vida, mesmo que todo o meu mundo ruísse, hipoteticamente falando. As recordações das amarguras fazem-me sentir vivo, real, complexo, e não uma personagem de um qualquer romance fictício. Fazem-me amadurecer enquanto pessoa, equipando-me com as ferramentas necessárias para abordar quer o presente quer o futuro com maior coragem e determinação.
Sei, porém, que o caminho que trilho não é fácil. Tenho de ser persistente e lutar por aquilo que é importante para mim. E, acima de tudo, não deitar a toalha ao chão, como já me apeteceu fazer em certas ocasiões.
“Hope, it is the quintessential human delusion, simultaneously the source of your greatest strength, and your greatest weakness” (Is it?)


