Estou sentado na minha secretária, relaxando um pouco antes de regressar ao trabalho. De olhos fechados, deixo-me levar pela música que ouço através dos headphones. À minha volta, o ambiente é calmo e silencioso. Estou sozinho comigo mesmo, algo que raramente acontece: sem telemóvel, sem computador, sem livros, sem pessoas… Somente eu e a música…
Vou ouvindo Miles Davis, John Coltraine, Stan Getz, Dizzie Gillespie, grandes nomes da música de todos os tempos que são apenas vagamente conhecidos pelo vulgo, e praticamente desconhecidos para as pessoas da minha idade…
É engraçado como apesar de vivermos na chamada “sociedade de informação”, a ignorância relativamente a vários aspectos da cultura universal é cada vez maior…
Hoje em dia, a indústria musical é poderosíssima e impõe um modelo capitalista a todos os que tentam ser bem sucedidos nesta área: não é preciso produzir boa música, basta que a música venda muito.
Como é óbvio, infelizmente, tem-se vindo a assistir a uma diminuição progressiva da qualidade musical. A falta de imaginação que grassa leva a que a maioria das músicas actuais sejam ridiculamente simples, muito semelhantes umas às outras, com letras pouco imaginativas e por vezes desprovidas de sentido.
Para mim, uma música deve ter algo que me arrepie, que faça mexer comigo… Um breve momento de magia, misterioso e belo, que se desvanece quase imediatamente, dando lugar a outro, num encadeamento perfeito…
Não me interessa se é rock, blues, jazz, fado, alternativa ou até mesmo música clássica: a expressão musical deve ser algo que venha de dentro: é preciso sentir algo, mas também é preciso saber exprimi-lo de forma eloquente, e isso exige esforço e talento...
Perante a mediocridade existente no panorama musical, sinto necessidade de recordar temas antigos, de épocas em que embora já houvesse necessidade de vender discos, a música tinha também como objectivo expressar alguns sentimentos, emoções e atitudes do músico, contagiando o público com a sua arte...
Quando a música era a verdadeira "Arte das Musas"...
21 de novembro de 2008
15 de novembro de 2008
O início de uma nova Era
o dia em que te conheci,
quero agora recordar,
o resto irá desaparecer,
para nunca mais me lembrar
dos tempos negros que vivi,
em que a solidação apertava
e que o desespero aumentava,
não conseguia ser feliz,
depois tu apareceste, envolta
num manto de mil cores,
impregnado de suaves odores...
novo rumo deste à minha vida,
monótona e triste que era,
encetaste em mim uma nova Era.
quero agora recordar,
o resto irá desaparecer,
para nunca mais me lembrar
dos tempos negros que vivi,
em que a solidação apertava
e que o desespero aumentava,
não conseguia ser feliz,
depois tu apareceste, envolta
num manto de mil cores,
impregnado de suaves odores...
novo rumo deste à minha vida,
monótona e triste que era,
encetaste em mim uma nova Era.
1 de novembro de 2008
Realidade ou sonho?

Amei-te naquele dia em que te vi,
caminhando pela rua serenamente,
o teu cabelo brilhando ao sol nascente,
Os olhos em que desesperadamente me perdi.
O teu rosto transparecia calma
O teu porte, elegância e suavidade
O teu sorriso, a tua personalidade...
Só tu alegravas a minh'alma,
E tudo subitamente desapareceu
O teu rosto, porte e sorriso [e pensei...
Teria sem querer entrado no paraíso.
Ou teria sido apenas um sonho meu?
Pintura a óleo: "Mulher Burguesa", de Abel Salazar
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