De regresso ao meu blog, reparo que já desde finais de Julho que não escrevo nada nele. Que estranho! Não é por nada ter de relevante para falar, bem pelo contrário, há motivos de sobra. Ao invés, tenho vivido mais nestes últimos tempos do que no resto da minha vida e, por isso, precisava de pôr as minhas coisas em ordem. Até chegar aqui, claro.
Eu percebo agora que dou os primeiros passos para sair da encruzilhada em que me encontrava. Por um lado, a minha baixa auto-estima que fez com que, durante muito tempo, me sentisse de certa forma inferior aos meus pares. Por outro, a frustração e a incerteza quanto ao facto de poder vir a amar alguém novamente.
Creio que estes sentimentos devem corresponder exactamente àqueles que muitos sentem e que levam a sérios problemas, tais como dependência do álcool, drogas ou mesmo suicídio. Porém, eu seria incapaz de pôr termo à minha vida, mesmo que todo o meu mundo ruísse, hipoteticamente falando. As recordações das amarguras fazem-me sentir vivo, real, complexo, e não uma personagem de um qualquer romance fictício. Fazem-me amadurecer enquanto pessoa, equipando-me com as ferramentas necessárias para abordar quer o presente quer o futuro com maior coragem e determinação.
Sei, porém, que o caminho que trilho não é fácil. Tenho de ser persistente e lutar por aquilo que é importante para mim. E, acima de tudo, não deitar a toalha ao chão, como já me apeteceu fazer em certas ocasiões.
“Hope, it is the quintessential human delusion, simultaneously the source of your greatest strength, and your greatest weakness” (Is it?)