Há dias felizes? Não.
Há momentos felizes? Também não.
Há momentos em que se apodera de nós
a ilusão naive de que tudo irá correr bem,
de que nada nem ninguém nos pode afectar,
de que podemos ser felizes para sempre.
Ao som da Garota de Ipanema do Jobim,
conduzimos sem pressas em direcção à cidade,
para fazermos tudo ou talvez coisa nenhuma.
para fazermos tudo ou talvez coisa nenhuma.
Vamos a um bar, encontramos alguns amigos,
e conversamos enquanto saboreamos um fino,
e temos tempo para tudo, porque somos imortais,
miúdos perdidos no meio da Terra do Nunca.
E depois temos os outros...