6 de abril de 2009

Clandestino



A noite vinha fria
negras sombras a rondavam
Era meia-noite
e o meu amor tardava...
A nossa casa, a nossa vida,
foi de novo revirada
À meia-noite
o meu amor não estava.
Ai, eu não sei onde ele está,
se à nossa casa voltará
foi esse o nosso compromisso
E, acaso nos tocar o azar,
o combinado é não esperar
que o nosso amor é clandestino

Com o bebé, escondida,
quis lá eu saber, esperei.
Era meia-noite
e o meu amor tardava...
E, arranhada pelas silvas,
sei lá eu o que desejei...
Não voltar nunca,
amantes, outra casa!
E quando ele, por fim, chegou,
trazia as flores que apanhou
e um brinquedo pró menino.
E quando a guarda apontou
fui eu quem o abraçou!

O nosso amor é clandestino

por Deolinda

1 comentário:

Ana disse...

Como é bonita, essa música da Deolinda, mas prefiro a 'Lisboa não é a cidade perfeita'.

E, se o vosso amor é clandestino, ao menos é vosso.